Muita família se preocupa em comprar a bengala ou o andador certo, mas ninguém para para explicar o jeito certo de usar. E é aí que mora boa parte do risco: um equipamento de apoio ajustado errado, ou usado do lado errado do corpo, pode fazer o idoso perder o equilíbrio em vez de ganhar segurança. A queda que o equipamento deveria evitar acontece assim mesmo — só que com uma falsa sensação de proteção.

Por que o jeito de usar pesa tanto quanto o equipamento

Uma bengala ou um andador não funcionam sozinhos. Eles são uma extensão do corpo, e como qualquer extensão, precisam estar calibrados para aquela pessoa específica: altura, postura, lado de apoio. Sem esse ajuste, o equipamento sobrecarrega articulações que já estão fragilizadas — geralmente o ombro e o punho do lado usado — e não distribui o peso do jeito que deveria.

O problema é que esse erro é silencioso. O idoso segue usando o apoio todos os dias, achando que está mais seguro, sem perceber que a forma como segura, ajusta ou apoia está trabalhando contra ele.

Bengala: altura, lado de apoio e os erros mais comuns

A altura certa

Com o idoso em pé e o braço relaxado ao lado do corpo, a empunhadura da bengala deve ficar na altura do punho. Ao segurá-la, o cotovelo fica levemente dobrado — nunca esticado, nunca travado. Bengala alta demais força o ombro para cima; baixa demais faz o idoso se curvar para alcançar o apoio, o que compromete a postura inteira.

O lado que a maioria erra

Esse é o erro mais frequente que vemos em avaliação: por instinto, o idoso segura a bengala do mesmo lado da perna mais fraca ou mais dolorida, como se estivesse "ajudando" aquele lado diretamente. O correto é o oposto — a bengala vai no lado contrário à perna afetada. Assim, quando a perna fraca avança, o apoio do lado oposto sustenta o peso do corpo, criando um padrão de marcha equilibrado. Do jeito errado, o apoio simplesmente não cumpre essa função.

Andador: quando cada tipo é indicado

Existe andador fixo (sem rodinhas) e andador com rodinhas dianteiras, e a escolha entre eles não é estética — depende da força e do equilíbrio do idoso.

  • Andador fixo: exige erguer o aparelho a cada passo. Dá mais estabilidade, mas pede força nos braços e nos ombros — inadequado para quem já está bem debilitado.
  • Andador com rodinhas dianteiras: permite uma marcha mais contínua, sem precisar erguer o equipamento, mas exige mais controle e reflexo para frear o movimento.

Escolher o modelo errado — ou usar o andador certo do jeito errado, como empurrá-lo longe demais do corpo ou apoiar peso demais nos braços — reduz a proteção que ele deveria oferecer. Essa decisão deveria vir sempre de uma avaliação, não de uma escolha feita na farmácia por conta própria.

Sinais de que é hora de reavaliar o equipamento

A bengala ou o andador que serviam bem há um ano podem já não servir hoje. O corpo do idoso muda — perde ou ganha peso, passa por uma cirurgia, desenvolve uma dor nova — e o equipamento quase nunca acompanha essa mudança sozinho. Vale reavaliar sempre que:

  • Houver uma queda recente, mesmo que sem lesão grave
  • O idoso relatar dor nova no ombro, no punho ou nas costas
  • Tiver passado por cirurgia, internação ou mudança de peso relevante
  • O apoio já tiver sido comprado ou herdado de outra pessoa, sem ajuste individual

Se você quer entender melhor o que observar em casa, o nosso checklist de casa segura para idoso complementa bem esse cuidado — ambiente e equipamento de apoio andam juntos na prevenção de quedas.

Onde a LarAtivo se encaixa

Na avaliação domiciliar, a nossa equipe confere não só a força, o equilíbrio e a marcha do idoso, mas também se a bengala ou o andador em uso estão ajustados para aquele paciente específico. Orientamos altura, lado de apoio e o tipo de equipamento mais indicado, integrados ao plano de fisioterapia — para famílias em Natal e Parnamirim, incluindo bairros como Ponta Negra, Tirol, Petrópolis, Lagoa Nova, Capim Macio e Nova Parnamirim.

Se o seu familiar usa bengala ou andador e ninguém nunca conferiu se o ajuste está certo, essa é uma boa hora para olhar isso com atenção.

Agendar avaliação domiciliar
← Voltar para o Blog